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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
You Can´t Win, Charlie Brown - Melódica
A vida é uma sucessão infindável de ocorrências aleatórias. Certo? Talvez. Há, porém, coincidências que destabilizariam o equilíbrio até de um céptico. Não havia melhor nome possível para os You Can't Win, Charlie Brown. Assenta-lhes que nem uma luva. E a escolha foi um mero acaso. Tudo partiu de um livro com esse mesmo título. Estava lá ao pé quando começaram a ensaiar juntos. E, pronto, ficou esse o nome. Era um dos livros da série Peanuts de Charles Schulz, com a sua inesquecível criação Charlie Brown, o puto que acredita, apesar das inseguranças e dúvidas, e acaba sempre por se desiludir.
Há, portanto, duas bandas: a desenhada e a banda You Can't Win, Charlie Brown. E até têm tons semelhantes. A melancolia domina ambas, mas sempre com humor. Afinal de contas, que tipo de gente escreveria uma canção sobre o último raio de sol do Verão como "Little Beam"? Afonso Cabral, Luís Costa e Salvador Menezes não têm funções fixas, vão trocando tudo. Um toca guitarra, outro percussão, outro baixo, outro toca outra guitarra, faz uns loops, e alguém pega numa melódica, num glockenspiel e em tudo o que houver para ali à mão. Luís Costa é o único que não canta, mas os outros cantam sempre que os deixarem cantar. Cantam por cantar, e cantam bem, o que dá imenso jeito quando se brinca a estas coisas. A música é quase folk, feita de repetições, sejam de vozes, guitarras, piano ou percussão, que vão acumulando pormenores minuciosamente desenhados e voltas inesperadas. A aleatoriedade subjacente à vida às vezes tem destes acasos fortuitos. É esperar que a banda não tenha a sorte da personagem que não pode ganhar. Pelas canções e pelo EP, ao menos, já ganharam. É aguardar o resto.
Rodrigo Nogueira
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