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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Blind Zero - Shine On



Em 2000, resolvem entrar em estúdio para gravar "One Silent Accident". Neste disco, trabalharam com o produtor nova-iorquino Don Fleming (Sonic Youth, Hole, Posies, Screaming Trees, Teenage Fan Club, Gumball, Alice Cooper...). Um disco intemporal: a subtileza e encantamento de "Another One" e "Lately", a contemporaneidade de "Daily Matters", a corrente lenta e espessa de "Seeds", a emoção forte de "Then You Wait", a urbanidade psicadélica de "Low street side walk sequence" e a raiva incontida de "Hell Around".

Em 2002, gravam um dos mais emblemáticos temas de David Bowie: “Heroes”. Neste registo, reflectem a sua visão pessoal sobre duas pessoas separadas pelo Muro de Berlim que juram encontrar-se no topo deste.

Os Blind Zero escolheram o mês de Janeiro de 2003 para o início das sessões de gravação do seu novo disco de originais. “A Way to Bleed your Lover”, com participações de Jorge Palma e Dana Colley (Twinmen/ ex-Morphine), este disco é o reflexo de um novo momento. Um novo imaginário, atitude e um
enorme passo em frente na direcção do que de mais profundo se pode resgatar da melhor tradição de escrita de canções. Simultaneamente, um outro mapa sonoro, que substitui a aridez do anterior registo por ambientes mais planantes e trilhos sonoros mais densos e complexos, onde as emoções e as personagens estão, mais do
que nunca, no limite, no reflexo da pele, entre o negro e as estrelas.

Quase no fim do ano, na cerimónia de entrega de prémios do MTV Europe Music Awards 2003, realizada em Edimburgo, os Blind Zero vencem a categoria “Best Portuguese Act”.
Foi a primeira vez que a MTV atribuiu um prémio a uma Banda portuguesa. Em Dezembro, “A Way to Bleed your Lover” foi considerado o disco do ano por parte da imprensa especializada. Os Blind Zero
foram, também, eleitos a melhor Banda ao vivo do ano.

2005: o ano de “The Night Before and a New Day”.  As críticas aproximam-se da unanimidade: um dos melhores discos do ano, o melhor disco de sempre dos Blind Zero. “Shine On” foi escolhido pela marca Playstation para publicitaro seu novo jogo “Tekken 5” (a primeira vez para uma banda portuguesa).

Blind Zero - Trace



Os Blind Zero nasceram em 94, numa daquelas salas de ensaio ou numa daquelas garagens. O seu primeiro EP "Recognize" (95) esgotou em apenas nove dias e tornou-se uma peça de colecção.
O álbum "Trigger" (95), primeiro trabalho de originais, produzido por Ronnie S. Champagne (produtor de Los Angeles que havia trabalhado com bandas como Jane´s Addiction, Alice in Chains, Remy Zero e Deconstruction) teve o condão de agitar o panorama musical português de uma forma que poucos poderiam prever.
Foi o primeiro disco de Rock de uma banda portuguesa a atingir o galardão de disco de ouro.

O ano de 96 revelaria uns novos Blind Zero: "Flexogravity" (EP), um disco com muito de experimental e de fusão, partilhado com a banda de Hip-Hop "Mind da Gap"; Rock, Hip-Hop, Industrial, Trip-Hop, Cabaret. Esta junção, surpreendente e inovadora para muitos, foi reconhecida como o EP do ano.

Era altura para um formato mais acústico. "Transradio", um dos primeiros Enhanced CD (CD Extra) europeus, traz-nos o lado mais introspectivo dos Blind Zero, conjuntamente com muito material interactivo. Gravado ao vivo na Antena 3, transporta-nos para o lado de dentro das canções, mutuando-as de encontro à sensibilidade de quem as criou e recriou.

Meses mais tarde, foram convidados para participarem no SCYPE ("Song Contest for Youth Programs in Europe"), festival que reúne bandas de todo o continente europeu. Gravando propositadamente um novo original ("My House"), ganharam o concurso.

Dois anos após a edição do seu primeiro álbum, os Blind Zero começam as sessões que resultariam em "Redcoast" (97). "Redcoast" é mais do que Rock; é uma mistura de ambientes, sons, emoções e, mais importante que tudo... boas canções.

Depois de "Redcoast", gravaram com Mário Caldato o tema "The Wire". Conhecido por produzir artistas como Beck, Beastie Boys, Money Mark, emprestou os seus créditos ao projecto "Tejo Beat" (98), disco que reuniu algumas das mais relevantes bandas do meio musical português num único e irrepetível trabalho de originais.
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