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sábado, 5 de março de 2011
Mind da Gap - A Essência
Os Mind da Gap são um dos grupos de hip hop portugueses mais significativos da actualidade. Em 1994, depois de terem recusado participar no CD "Rapublica", gravaram a sua primeira maqueta causando, desde logo, grande impacto no meio musical. O CD de amostra chegou ao primeiro lugar do top de ouvintes do Rapto (programa de rádio de José Marinho e referência máxima do movimento em Portugal), onde permaneceu durante inúmeras semanas, com o tema "Piu Piu Piu".
A banda, oriunda do Porto, constituída pelo DJ Serial e pelos MCs Ace e Presto, editou um EP homónimo em 1995. "Mind da Gap" chamou a atenção, tanto da crítica como do público, rendendo-lhes uma série de concertos memoráveis.
Em seguida, remisturaram o tema "Meu Amigo", para os Cool Hipnoise , onde, além da reorganização da estrutura original da canção, a cargo de Serial, colaboraram também Ace e Presto.
Em 1996, os Mind da Gap gravaram, conjuntamente com os também portuenses Blind Zero , "Flexogravity", um EP em que o rock e o hip hop colidiram de forma original.
Em Dezembro do mesmo ano, iniciaram as gravações do seu primeiro longa duração, "Sem Cerimónias", editado em 1997 pela NorteSul, que teve como engenheiro de som Troy Hightower, que habitualmente trabalha com Eric Sermon (e que já colaborou com Quincy Jones, Onix, Redman ou House Of Pain), o que conferiu ao álbum a sonoridade característica dos discos de hip hop norte-americanos. "Sem Cerimónias" contou ainda com as participações de Francisco Rebelo (Cool Hipnoise), que tocou as linhas de baixo, Pacman e Virgul (Da Weasel), Mundo e Fuse (Dealema), Darin Pappas (Ithaka), o próprio Troy Hightower (voz de entrada em "Representin' Lovely") e ainda Carla Moreira. O álbum, além da produção de DJ Serial e do som de ataque de Hightower, põe em evidência as rimas incisivas de Ace e Presto.
Em 1998, após muitos concertos e com uma significativa base de fãs, o grupo viu "Sem Cerimónias" ser editado em Espanha pela Boa, uma das mais importantes editoras independentes do país vizinho, sendo muito bem recebido, quer pela crítica quer pelo público.
Em Dezembro desse ano os Mind da Gap contribuíram com dois temas ("O Que Seria De Mim?" e "O Mundo É Teu") para a banda sonora do filme "Zona J", de Leonel Vieira.
O ano de 1999 é passado a percorrer o país em concertos de Norte a Sul e a preparar o sucessor de "Sem Cerimónias".
Em Fevereiro de 2000, é editado, mais uma vez pela NorteSul, "A Verdade", um álbum com 18 temas, (cuja primeira edição inclui um CD Bónus com mais seis faixas) onde a produção esteve, mais uma vez, a cargo do próprio DJ Serial e em que Francisco Rebelo volta a tocar as linhas de baixo (desta feita apenas em alguns temas). As participações especiais incluem ainda Carla Moreira, La Familia, Mundo Voz, DJ Guze, Dealema e Melo D (participando os três últimos apenas no CD Bónus).
Em Maio de 2002, os Mind Da Gap lançaram "Suspeitos do Costume", um registo que demonstra a maturidade e coesão da banda e, ao mesmo tempo, uma procura em desbravar novos caminhos no hip hop nacional. 'Socializar por aí' e 'Bazamos ou ficamos?' são dois dos temas do álbum que colocaram a banda como uma das referências musicais da mais jovem geração nacional. "Suspeitos do Costume" alcançou o Disco de Prata por vendas superiores a dez mil unidades.
A partir daí, a banda desdobrou-se em concertos de Norte a Sul do país, angariando cada vez mais fãs e consolidando as actuações ao vivo.
Entretanto, Serial, DJ e produtor dos Mind da Gap, lançou-se a solo, em 2005, com o álbum "Brilhantes Diamantes". O registo contou com as colaborações dos companheiros da banda, Ace e Presto (sob o pseudónimo Ditadoramenter), bem como de Maze, Fuse, Mundo e Xpião (os dois últimos enquanto Terrorismo Sónico), dos Dealema. Os portuenses Rey e Chase e os galegos El Puto Coke e Sofia completaram o elenco de convidados.
Em 2006, os Mind da Gap voltaram aos álbuns de originais com "Edição Ilimitada", disco produzido por DJ Serial e misturado pelo norte-americano Troy Hightower, à semelhança do disco "Ritmo, Amor e Palavras", de Boss AC. O cartão de visita do álbum foi o single 'Não Stresses', que fez furor nas rádios e nas televisões nacionais.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Black Company - Gina
Criado nos finais dos anos 80, actuou muito tempo sem nenhum reconhecimento, fazendo sobretudo rap «de rua», sem nenhum acordo discográfico ou comercial. O grupo, que mais tarde veio a ser conhecido por Black Company, juntou-se em 1988, incluindo na sua formação váriosrappers da margem sul de Lisboa, tais como General D. Deram os primeiros concertos em pequenos locais como o Ponto de Encontro, em Almada, ou o Visage, na Costa da Caparica, mas o projecto chegou ao fim da linha três anos apos o seu arranque. Guto, Bambino (na altura Maddnigga) e mais seis outros músicos regressaram em 1992 como Machine Gun Poetry, mas o nome foi alterado no ano seguinte, para Black Company. Nessa altura, Guto, Bambino e Tucha, os três ex-Machine Gun Poetry, convidaram KJB e Makkas (a.k.a. Max, the Criminal) para se juntarem a formação, e o grupo deu o seu primeiro concerto em Dezembro de 1993, filmado pelo manager Hernâni Miguel, para o programa de televisão da RTP, "Outras Margens". O grupo ficou bastante reconhecido na Margem Sul, sobretudo em Miratejo e na Costa da Caparica.
Em meados de 1994, o grupo foi convidado para participar na colectânea Rapública, onde também participaram nomes actualmente conhecidos do hip-hop português, como Boss AC, LNM (Líderes da Nova Mensagem) entre outros. O grupo foi responsável pelos temas Pshyca Style e Nadar. Nadar foi bem aceite pela crítica, reflectindo-se nas vendas comerciais. O tema foi também considerado o «Hino» do verão de 1994, trazendo fama e prestígio ao grupo. O apoio incondicional das rádios portuguesas e as constantes aparições em programas detelevisão, fizeram a expressão "Não Sabe Nadar", entrar no quotidiano dos portugueses, tendo a mesma sido inclusivamente adaptada a campanha pela defesa das gravuras rupestres, e na altura pode mesmo ler-se em t-shirts a frase "As gravuras não sabem nadar". Depois de actuações realizadas um pouco por todo o pais, os Black Company editaram, em 1995, em formato single o tema "Nadar", com quatro remisturas assinadas por To Ricciardi e André Roquete.
Ainda durante esse ano, foi editado mais um single, intitulado "Abreu". Ambas as faixas foram incluídas no alinhamento do álbum de estreia da banda, "Geração Rasca", que chegou aos escaparates em Outubro de 1995. A banda regressou três anos depois com o seu sucessor, a que chamou "Filhos da Rua", que incluiu no alinhamento uma versão para o tema "Chico Fininho", de Rui Veloso, aqui designada por "Chico Dread", e e considerado por muitos um dos melhores álbuns Rap portugueses de sempre. Durante os três anos que separaram a edição dos dois trabalhos de originais, o grupo participou no single "Racismo Não", editado pela AMI (Assistência Médica Internacional); andou na estrada, tendo dado mais de 60 concertos entre o Verão de 1995 e o de 1996; e em 1997 actuou em Cannes, no festival MIDEM, na noite Atlântica.
Em 2007, os 3 elementos reuniram-se mais uma vez para produzir o seu 3º álbum de originais "Fora de Série", lançado a 8 de Setembro de 2008. O álbum inclui um número de 16 Faixas e o seu single de lançamento, o tema "Só Malucos", um tema de forte crítica social, conta com a participação de Adelaide Ferreira.
in http://pt.wikipedia.org
quinta-feira, 3 de março de 2011
Qing of Qong - Atom Bomb
Os Qing of Qong (QoQ) são um quinteto formado em 2006, que reúne sons e experiências que vagueiam entre um rock puro e outras inspirações musicais mais ou menos alternativas.
Rui Marques (voz), Pedro Silva (bateria), Pedro Couto (baixo) e Hélder Machado e André Freitas (guitarras) encontram-se e desencontram-se em ritmos vibrantes e enérgicos, quebrados esporadicamente por melodias ondulantes. O projecto nasceu pelo simples prazer de criar música, um vício saudável e comum a todos os elementos da banda.
O ano de 2009 marcou o arranque dos concertos ao vivo dos QoQ, assim como a participação em alguns concursos Destaca-se o Rockastru's 2009, onde foram finalistas e venceram os prémios para melhor vocalista e melhor versão, com "L.A. Woman", dos The Doors. A propósito desta final, a organização caracterizou-a da seguinte forma:
"... Qing Of Qong sem grandes alaridos conquistaram o acesso à final mercê de dois concertos competentes e seguros, apoiados por uma boa qualidade técnica dos seus elementos. Na final, a receita voltou a ser um concerto de rock'n'roll sem tréguas nem hesitações. Os Qing Of Qong cortam o rock a festo sem precisar de ceder a correntes ou a modas. O som é rock e ponto final, sem ser demasiado linear. Os temas são muito bem compostos, servidos por uma densa secção rítmica, duas guitarras desenfreadas e um vocalista extremamente competente. Aliás, o vocalista Rui Marques levou para o Porto e prémio de melhor vocalista e a banda arrecadou ainda o prémio de Melhor Cover/Versão com o arriscado "L.A. Woman" dos The Doors. E a verdade é apenas uma: não é qualquer banda que pega num clássico destes e o interpreta três vezes num concurso conseguindo ainda o prémio na categoria. Não hesitaram ainda em mudar os sets na meia-final e na própria final, o que leva a supor que se trata de mais uma banda com muito mais para dar do que apenas os cinco temas exigidos".
Para além da presença na final do Rockastru's, a banda conseguiu ainda a vitória no Festival Cardeal Rock, cuja final se realizou no passado dia 1 de Agosto.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Moonspell - Scorpion Flower
Em meados de 1989 surgia a banda Morbid God, ainda inexperiente, sem bons instrumentos e sem um bom local para ensaiar. Somente no ano seguinte seria registada em estúdio a primeira música da banda, no formato de promo-tape e com o título de "Serpent Angel". Este grupo só conseguiu se estabilizar em 1993, lançando a sua primeira demo-tape.
Foi em 1992 que a banda mudou o nome para Moonspell. Em 1993 os Moonspell (Fernando Ribeiro (vocalista) e Mike Gaspar (bateria) gravaram a demo Anno Satanae, que garantiu um contrato com a editora francesa Adipocere para a gravação de um mini-cd que foi editado um ano depois com o nome Under the Moonspell. Em 1995, e já na Century Media, editaram o seu primeiro cd, intitulado Wolfheart. Neste cd os Moonspell quebraram com o seu antigo estilo, black metal, para produzirem um cd gótico com influências de Folk e Black Metal. O cd foi um sucesso, e colocou finalmente os Moonspell na cena de metal internacional. O cd que se seguiu, Irreligious, foi lançado em 1996, cujo single, Opium (música inspirada no poema Opiário de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa), continua a ser uma das músicas mais conhecidas dos Moonspell. Em 1998 é lançado o Sin/Pecado, como elementos eletrónicos sendo adicionados ao som da banda, num trabalho belo e experimental, em seguida (1999) viria o The Butterfly Effect, elevando ainda mais essa face experimental/eletrónica. Em 2001, o álbum Darkness and Hope aparece com uma sonoridade gótica, sendo aclamado pelos fãs, que em seguida ficariam extasiados com o The Antidote (2003), álbum mais agressivo, porém, mantendo a característica da banda e tido por alguns fãs como o melhor álbum.
Em 2006 sai o considerado melhor álbum da banda 'Memorial' que atingiu o top português na primeira semana em que esteve à venda. Adjuvados pelo sucesso do último álbum, os Moonspell ganharam em Novembro de 2006 o prémio de Best Portuguese Act dos MTV Europe Music Awards!. Em 2007 editam um novo álbum, intitulado "Under Satanae", composto por regravações das primeiras demos. A 19 de Maio de 2008 sai o mais recente álbum da banda com o nome "Night Eternal" seguido, em Dezembro do mesmo ano, pelo muito aguardado duplo DVD "Lusitanian Metal" contendo várias gravações ao vivo desde o início da banda até 2004 e uma entrevista.
in http://pt.wikipedia.org
terça-feira, 1 de março de 2011
Johnwaynes - The One
Os Johnwaynes têm estado por aí há já algum tempo, e a sua música já correu todo o mundo, tanto geográfica como esteticamente.
Desde as primeiras edições, e até agora, eles têm estado na música sempre sob o mesmo principio, “produzir promover e tocar música com substância”.
É visível uma abrangente diversidade no seu trabalho, desde o simples e minimalista acid-house, até temas de cariz mais clássico do house ou compostos mais orquestrais, com um desvio aqui e ali para terrenos bem elegantes como o disco-funk e o boogie. No fundo revelam todas as suas influências, heróis e desejos.
Desde a japonesa Mule Musiq, à lendária Compost, passando pela Brique Rouge ou Dissident, os Johnwaynes (Jêpê e Mr.Beat) têm tido um percurso sobejamente prolífico a partir da sua primeira edição há 5 anos atrás.
Quando actuam, seja em formato live ou live/dj, conseguem reflectir tudo o que são de uma forma harmoniosa, coerente e acima de tudo vibrante.
Os seus sets são decididamente um imenso de possibilidades onde as barreiras do estilo são constantemente quebradas e a sua energia contagiante é uma certeza.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Tiguana Bibles - Lost Words
Banda:
Tracy Vandal - Vocalista
Vítor Torpedo - Guitarra
Carlos Mendes - Bateria
Pedro Serra - Baixo
Paul Hofner - Guitarra; Orgão
“O que acontece quando as peças desgovernadas de várias – e oleadas – locomotivas rock como Bunnyranch, Tédio Boys e Parkinsons chocam de frente com uma voz de veludo como a de Tracy Vandal? Nasce um grupo chamado Tiguana Bibles.
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