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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Santos & Pecadores - Contraluz


Os Santos & Pecadores são uma banda de Cascais. Olavo Bilac (voz), Pascoal Simões (teclas), Ruy Martins (metais), Pedro Cunha (bateria), Artur Santos (baixo) e Pedro Almeida (guitarra) são os protagonistas de uma música que passa pela fusão de vários estilos, mas que segue uma linha de composição que identifica o som do grupo. Os ingredientes mais fortes desta música que tem por base o rock, são o soul e o funky. Um som muito próprio que é valorizado pela voz, e pela forma de cantar, de Olavo. 

A história de Santos & Pecadores remonta a 1987 e começa a escrever-se numa garagem. Os fundadores: Olavo e Pascoal. Desde então registam-se várias mudanças do grupo que, ao longo dos anos, foi procurando uma música própria. O ano de 1992 é decisivo para a banda. Com a entrada de Pedro Almeida fica completa a formação, que se mantém até hoje.

Em 1993 Olavo é convidado para integrar no projecto Resistência, que se tornou num dos maiores sucessos da música portuguesa. No mesmo ano os Santos & Pecadores assinam um contrato com a BMG. A banda decide cortar radicalmente com o passado, repensar o estilo e as músicas que tinham composto. Há apenas uma excepção à regra: salva-se o tema "Não Voltarei Ser Fiel", que se tornou um dos grandes êxitos do grupo.

Em 1995 é editado "Onde Estás?", o primeiro disco do grupo. O álbum é gravado nos estúdios "1 Só Céu" (dos Delfins), e tem a produção de Fernando Cunha. As letras são também de sua autoria, assim como de Miguel Ângelo. Este disco conta ainda com a participação de Rui Fadigas, Alexandre Frazão, Catarina Furtado (que participa no tema "Nada Mudou"), e Olavo Bilac (pai) que participa num dueto em "Fruto Proibido".

A música do grupo é apoiada num visual forte e numa presença enérgica em palco. Trata-se de um espectáculo que vai intercalando algumas baladas com um som mais funky. Argumentos estes que tornam os Santos & Pecadores numa das bandas que mais concertos realiza em 1995.

Para além do álbum "Onde Estás?" a banda conta com temas incluídos noutros discos, como por exemplo "Perdi a Memória", em homenagem a António Variações. Contribuíram com "Onde Estás?" e "Nada Mudou" para o disco “Primeira História de Amor”, uma colectânea inserida na campanha "Todos Diferentes, Todos Iguais". "Não Voltarei a Ser Fiel", um dos êxitos do grupo, é incluído na colectânea EMI Nº1 no Natal de 1995. O disco "Onde Estás?", incluindo duas novas versões do tema "Superstar" (versões eléctrica e acústica), produzidas por Mário Barreiros, é reeditado em Março de 1996.

Em Novembro desse ano os Santos & Pecadores regressam com o seu segundo disco de originais - "Love?" - revelando que os muitos quilómetros de estrada, que já percorreram, e os inúmeros concertos que deram nos últimos dois anos, se traduzem num grande amadurecimento, que veio consolidar a sonoridade que a banda havia revelado no seu álbum de estreia.

Com "Love?", os Santos & Pecadores dão um passo importantíssimo, afirmando-se como uma das bandas portuguesas mais promissoras e importantes na área do Pop/Rock. Inúmeros temas ganham destaque incontornável: "Quando Se Perde Alguém", "Satisfaz-me", "Deixa Andar", "Sei Lá", "Falas de Mim", "Memória", com letra da autoria de Pedro Ayres Magalhães, "Love?" e "Momento Final", ainda hoje uma das canções mais emblemáticas do grupo.

O disco tem a produção a cargo de Carlos Maria Trindade (Madredeus). Na mesa de mistura conta com Jonathan Miller como Engenheiro de Som. Em Abril de 1997 conquistam o Duplo Galardão de Disco de Ouro para ambos os trabalhos editados.

No final de 1997é editado o primeiro álbum ao vivo, como que em forma de recompensa para o vasto público que os acompanha. Gravado no Paradise Garage, "Tu" permite sentir a energia e emoção de um concerto dos Santos & Pecadores, imortalizando momentos inesquecíveis destas apresentações ao vivo.

Já em 1998, para além dos inúmeros concertos dados por todo o país, os Santos & Pecadores iniciam o processo de composição, pré-produção e gravação do seu próximo registo. O álbum "Voar", com produção de Mário Barreiros é editado em Maio do ano seguinte. Após um mês da edição, "Voar" entra para o número 1 no Top Nacional de vendas. Em atinge o Galardão de Disco de Platina.

No final do ano de 2000, depois de uma longa tour, os Santos & Pecadores começam a trabalhar num novo disco: "Horas de Prazer", produzido e gravado em Espanha (Madrid) pelo produtor Carlos Martos, sai nas bancas em Setembro de 2001. O tema escolhido para single tem nome igual.

2002 revela-se um ano muito importante na carreira do grupo: para além da digressão e promoção de “Horas de Prazer”, trata-se também do 10º aniversário da banda, com a formação actual. É também nesse ano que a banda compõe quatro temas exclusivamente para a telenovela "Amanhecer" da TVI.

O best of "Os Primeiros Dez Anos", que é lançado no inicio de 2003, inclui três temas originais chegando ao Galardão de Disco de Ouro em poucas semanas e alcança o terceiro lugar do top nacional de vendas. "Ondas" é o primeiro single escolhido. Seguem-se dois anos de estrada de palco em palco.

Entre Dezembro 2004 e Maio 2005, os Santos & Pecadores preparam o sétimo disco mas nunca deixam de tocar ao vivo nesse período. Para este trabalho a banda escolhe o produtor canadiano Jeffrey Holdip, também técnico de som da Luso-candiana Nelly Furtado. A gravação decorre no BBS estúdio do guitarrista da banda durante o verão de 2005 e origina o trabalho "Acção>Reacção", apresentado à imprensa em Janeiro 2006. "Miss Solidão" e "Lua Cheia" são escolhidos para singles e para fazer parte do elenco musical de telenovelas do canal nacional TVI.

Em 2008, depois de dois anos de muitos concertos, o grupo dá que falar. Pela primeira vez em Portugal disponibilizam, de forma totalmente gratuita, um trabalho discográfico. Através do seu site oficial, site do Sapo e da Rádio Comercial, dia 15 de Abril, “Livre-Trânsito” chega ao público através de download livre, sem qualquer encargo financeiro, como forma de carinho e reconhecimento ao público que os vem a acompanhar ao longo de 15 longos anos. As canções que o integram são cuidadosamente escolhidas, a fim de abrangerem toda a carreira do grupo, dando assim a possibilidade a todos de conhecerem grande parte do seu património musical. “JOHN BIG DREAM”, “QUANDO SE PERDE ALGUÉM”, “SILÊNCIO DA NOITE” (participação especial de Orlando Santos) – single do trabalho acústico, “ESTOU PERDIDO”, “FALA-ME DE AMOR”, “ESPELHO D’ÁGUA”, “DEIXA ANDAR”, “HORAS DE PRAZER”, “PERDAS” (em dueto com Kátia Guerreiro) e “LUA CHEIA”.

Em 2009 voltam a editar disco. “Caixa dos Segredos” traz-nos uma compilação dos temas mais conhecidos do grupo, bem como duas novas canções. A primeira a ser retirada para single de rádio, como nome homónimo, torna-se de imediato um grande êxito, seguida de “Perdido Estou”, cujo futuro já se revela promissor.

O ano de 2010 ficará para a história como um marco fundamental na carreira da banda: voltam à edição de originais com o disco “Energia”, um álbum surpreendente e repleto de grandes canções pop! Mais actual do que nunca, este é o 10º lançamento na carreira dos Santos & Pecadores e direcciona o grupo para novos caminhos, criando uma massa de som distinta dos trabalhos anteriores. A produção do disco esteve a cargo de Rui David (mentor da banda Hands On Approach), peça essencial em todo o processo. 
“Leva-me a Dançar” é o primeiro single a ser apresentado e rapidamente chega aos tops de airplay das rádios de todo o país: “um tema que facilmente se torna viciante à primeira audição, sintetizando na perfeição uma sonoridade refrescante que procurámos na execução deste novo disco», afirma Olavo Bilac. 
Outra das canções a ser destacada neste novo trabalho é a faixa "Tela", escolhida pelo realizador Fernando Fragata para se tornar o tema principal da banda sonora do seu próximo filme, "Contraluz". Totalmente filmado no E.U.A., inclui participações de Joaquim de Almeida, Evelina Pereira, Scott Bailey, Michelle Mania e Ana Cristina de Oliveira, entre outros.

in artistas-espectaculos.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sam Alone - Tomorrow


Quando o líder de uma banda opta por uma carreira a solo, alguns fãs assumem automaticamente que esta será uma cópia carbónica do material da banda ou que pelo menos tenha algumas semelhanças. 
Felizmente, nem sempre tal preconceito se verifica. 

Mais conhecido como o carismático líder dos Devil In Me , uma das mais importantes bandas hardcore nacionais, Apolinário Correia lança-se em 2008 sob um novo desafio. 

Apesar da sua jovialidade, Poli, pela mão do seu pai está ligado à música há mais de dez anos, durante os quais integrou vários projectos como os For The Glory, Rat Attack ou City Scum, entre muitos outros. 
Oriundo de Quarteira, terra de marinheiros e pescadores, e apesar do curioso titulo "Dead Sailor", uma forma de se afastar da ideia de ter de se tornar também ele um homem do mar, Poli consegue navegar para fora da costa segura dos Devil In Me sem nunca se afundar. 
Aqueles que associam Poli aos Devil In Me têm tendência a vê-lo como alguém barulhento, impetuoso, agressivo, in-your-face punk-rocker mas, em "Dead Sailor", o vocalista faz um desvio totalmente inesperado. 

Sob o nome de Sam Alone e determinado a engolir o mundo e fazê-lo ter sentido, " Dead Sailor " vem desafiar todas as expectativas. 
Imaginem tirar o carisma juvenil dos Devil In Me e despi-lo de distorção e batidas pesadas. O resultado, é "Dead Sailor", uma revelação, um grito que vem da alma e que mostra o grande potencial, maturidade e artista que Poli é. 
Munido de uma guitarra acústica e de uma harmónica, Poli transporta-nos para uma era onde o folk-rock e o country eram reis. 
Fortemente influenciado por bandeiras do género como Johnny Cash ou Bob Dylan e num registo claramente intimista, Poli partilha experiências de vida e histórias de amor, ódio, vingança, esperança e realização pessoal sem nunca esquecer a família, amigos e a sua terra natal, de uma forma emocional e musicalmente cativante e comovente. 

Pouco usual em terras lusas, pioneiro talvez, "Dead Sailor" é uma colecção de 11 extraordinários e bonitos temas interpretados de uma forma que só Poli consegue, nos quais a rudeza se alia à doce amargura de uma história ainda por acabar e que não são menos acessíveis ou cativantes que aqueles a que nos habituou com os Devil In Me. 

Gravado e produzido por Makoto Yagyu (If Lucy Fell, Riding Pânico, Linda Martini) num ambiente descomprometido e relaxado, Sam Alone faz-nos sentir amigos próximos em quem pode confiar e abrir a sua alma. 

Ao vivo, Sam Alone faz-se acompanhar por alguns convidados que, com vários arranjos, dão aos temas outra vida e intensidade fazendo da actuação também ela um momento único e sempre uma surpresa.

in blitz.aeiou.pt

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Monstro Mau - Lixo


Lixo é o nome de um dos temas do segundo registo de estúdio do Monstro Mau e que vem dar nome ao próprio disco. A ideia subjacente a este título é precisamente de que, no Lixo, não há lugar para diferenciação: «Tudo é Lixo!». Assim, o Lixo surge como personificação da “Utopia de Thomas Hobbes”. «Não há lixo pobre, rico, novo, velho sujo, limpo Tudo é lixo!!! O Lixo é a liberdade!!!» Para além de afirmação socio-ideológica, o “Lixo” surge como hino à imperfeição, ao defeito como feitio e, sobretudo, como apelo à reutilização de pessoas, de valores, de objectos. É uma contestação à sociedade de consumidor (leia-se consumo e dor) que rejeita e encaminha para o “Lixo” todos os defeituosos (objectos ou seres-vivos), ainda que muita utilidade reste neles. Neste segundo registo o Monstro Mau conta com as preciosas participações de Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Miguel Pedro (Mão Morta e companheiro de Budda em Mundo Cão) e Ronaldo Fonseca (peixe:avião).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paco Hunter - Boca Raton


Deste grito existencial reproduzido nas margens do Finnegans Wake, surge uma cosmogonia amnésica e promíscua, que se manifesta na imundice minimal dos grooves country e acepipes variados.
Algo ou alguém deixou para trás Pensacola, e numa vida idílica em Tishamingo sonha com a sombra de Boca Raton.
Paco Hunter foi criado pelos irmãos Pimenta: PZ Pimenta (PZ, Pplectro, The Zany Dislexic Band) e Zé Nando Pimenta (Type, The Zany Dislexic Band).
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