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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Birds Are Indie - Snooker and Curling


“Birds Are Indie consiste num duo, um rapaz e uma rapariga que se apaixonaram há 12 anos. Nenhum deles sabe cantar ou tocar particularmente bem. Ainda assim, cantar e tocar, parece fazer-lhes bem. Gravam sozinhos, pediram a um amigo para fazer o design e pensam, de seguida, conquistar o mundo.” 

in a-trompa.net

Bezegol - Tempu


O rapaz é um MC, DJ e produtor com um vasto currículo, sendo um dos membros-fundador da Red Tower Clan e de projectos musicais como os Funkativity Team ou os Dope Device MCs. Recentemente, viu o seu nome inscrito na história da música portuguesa, ao ter sido o artista escolhido pela Gumalaka para protagonizar o lançamento do primeiro vinil de 7 polegadas de reggae em Portugal.

Orelha Negra - M.I.R.I.A.M.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Primitive Reason - White Tree


Com base estabelecida em Lisboa, os Primitive Reason nasceram em 1993 com Guillermo de Llera (baixo, voz) e os amigos de infância Jorge Felizardo (bateria) e Brian Jackson (voz principal), a que se juntaram posteriormente Mikas Ventura (guitarra) e Mark Cain (saxofone). 

Os membros, sendo de diferentes nacionalidades (incluindo espanhola, portuguesa, norte-americana e britânica), lançaram-se numa exploração dos seus gostos musicais diversificados sendo reconhecidos pela fusão de sonoridades e pelo experimentalismo da sua música. São hoje um dos principais nomes do panorama alternativo português, com um seguimento de culto neste país, assim como em Espanha e nos E.U.A. (onde viveram entre 1998 e 2000).

Pedro Abrunhosa - Quem Me Leva Os Meus Fantasmas

Dazkarieh - Vitorina


Depois de 10 anos de grupo, várias formações e muitos concertos em Portugal e no estrangeiro, este “Hemisférios” surge-nos agora como uma súmula do caminho percorrido nos últimos 4 anos por um grupo incomparável no meio musical português e um dos mais internacionais de sempre.

Se nos anos 70 o radicalismo era tocar exactamente como nas recolhas, nos anos 90 esse radicalismo já se centrava em formas diametralmente opostas ao recolhido, com orquestrações, harmonizações e instrumentações que pouco ou nada tinham que ver com essas recolhas.

Se sempre houve algum pudor e timidez em fazer diferente e arriscar, estes têm sido gradualmente abandonados, a custo, importa dizer, pelas novas gerações que trabalham o repertório de tradição oral portuguesa.

Em Dazkarieh o objectivo não é fazer diferente ou ser radical, aliás, não há qualquer objectivo para além de fazer música. Seja compondo originais, seja trabalhando uma tradição rica e diversificada como é a nossa.

Estamos perante um grupo de jovens músicos e excelentes instrumentistas que nunca tiveram a tradição como ponto de partida. As suas influências musicais assim o revelam. Esta aproximação acabou por ser um processo natural e que se tem revelado bastante proveitoso para a música portuguesa. Se para alguns o excesso de experimentação eléctrica é um pecado, convém reparar que o acústico nunca desaparece no som dos Dazkarieh, aliás essa é uma imagem de marca do grupo e uma das premissas básicas das suas composições.

A inclusão de novos instrumentos como a sanfona e a bateria, até agora alheios à já vasta paleta criativa utilizada, bem como a cada vez maior atracção por instrumentos costumizados e exclusivos (vide o bouzouki português - meio baixo meio guitarra portuguesa, a gaita transmontana com chave, o bandolim de 10 cordas) permitem agora uma maior e poderosa objectividade sonora, que é bem espelhada nos seus concertos.

A gravação de um disco duplo, surgiu naturalmente da necessidade de afirmação de uma realidade que já faz parte dos seus concertos há cerca de 4 anos. Se por um lado as composições originais, baseadas em várias geografias musicais, foram o ponto de partida na sua génese, os últimos são já um abraçar respeitoso a uma tradição que não é imutável. E isso mesmo se revela em “Hemisférios”. Duas faces da mesma moeda, uma grande originalidade e a necessidade de colocar cada coisa no seu lugar. Num dos discos, os seus originais, que serão dificilmente rotuláveis, e no outro a sua versão da música de tradição oral do nosso país. Da dualidade, eléctrico/ acústico, surge-nos uma obra ímpar, uma afirmação e um desafio ainda maior na criação de música cada vez mais única e singular.

Nuno Gonçalo Barros
Lisboa, 21 de Janeiro de 2009

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Naifa - Música

Tiago Bettencourt & Mantha - Canção Simples

Claud - Contradanca


CLAUD é Mulher, É vida de um sonho que canta... É da Terra de várias cores onde não há desgostos de amor... Não tem fronteiras, nem barreiras, é vontade de ser quem é... Ouve o pensar do seu cantar e canta o que está a pensar... Traz no canto um filme antigo, a fala, o gemido, a glória, o protesto, o movimento ou um gesto... Acorda devagar, num tempo que não dorme, que tem pressa, que dá corda à vida para chegar... E corre atrás dela... em viagens sucessivas, por caminhos sem fim...e o Mundo, que vontade de ser do Mundo!!!! CLAUD sente futuro, a tradição, pinta de novo a cor antiga, é calma aparente e aprecia o que é presente... Vive destas “loucuras” todas e só espera poder pensar, que tudo o que pensa é tudo o que é só seu, e que tudo o que canta é de tudo e de todos... É assim que ri de alegria e chora de contente...Longe ou perto de toda gente...o que interessa é a força de todas estas coisas... CLAUD é isso...e já não é pouco...

domingo, 28 de novembro de 2010

Blasted Mechanism - Blast Your Mind

Neruda - O Vinho do teu Corpo


São uma banda nova. Com um som novo. E editam no início de Março o seu álbum de estreia, homónimo. Chamam-se Neruda, são de Lisboa e, como se pode compreender facilmente quando se assume um nome como este, a poesia tem a máxima importância no seu trabalho. E, tal como em Neruda, nos Neruda podem encontrar-se muitos poemas de amor e uma ou outra canção desesperada. «Vinho do Teu Corpo» é o primeiro single retirado do álbum. Uma canção – talvez desesperada, mas.. - simples, contida, uma canção em que o silêncio é tão importante quanto a música que o rodeia (a ele, ao, digamos isto em sussurro… Silêncio). Uma canção em que as palavras dizem mais, muito mais, do que aquilo que parecem dizer, e em que a música vai muito mais longe do que aquilo que a música, esta música, aquela música, parece querer ir. Tal como num poema. Num poema dos Neruda…
Os Neruda são Pablo Banazol (voz, guitarras, poemas, composição musical), Tiago Reis (guitarras, teclas, arranjos), Bruno Vaz (bateria) e Pity (baixo). E, nas gravações do álbum – feitas há dois anos, no estúdio BBS, em Vendas Novas –, participaram ainda o baixista Pedro Joyce (Pity só entraria para os Neruda depois), João Campos (segundas vozes e dueto com Pablo no tema «Voa Alto»), Nélson Canoa (teclas) e André Rocha (percussões). A produção esteve a cargo de João Martins, reputado produtor que já trabalhou com os Xutos & Pontapés, Da Weasel, Mão Morta, Rio Grande e Alcoolémia, entre muitos outros. As músicas foram todas compostas por Pablo, que também escreveu todos os poemas, à excepção de «Alguém Me Roubou» (letra de Marta Botelho), «Suave Anseio» (letra de Ana Rebelo) e o single «Vinho do Teu Corpo» (letra de Rui Manuel de Oliveira “Cuca”).
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