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sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Richie Campbell - Everytime I Cry
Richie started out in the music business making his debut with the Reggae Dancehall band, Stepacide (feb. 2004), which still remains his main project. Later he joined the No Joke Soundsystem as a toaster and is now working also on a parallel solo project, voicing riddims.
Richie has already been featured on several mixtapes all over Europe and has voiced dubplates for such sounds as Soundquake, Mighty Crown (5 time World Clash Champions), Kanga Roots, City Lock (Riddim Clash Champion 2009).
In 2008 the release of “Held In” on Supersonic’s Devils Angels Riddim carried Richie into the 4th position on Soundquake.com’s TOP SALES chart. In the same year the hardcore reality tune “Dem Say Dem a Gangsta” enjoyed a lot of success being played in every dance across Europe and featured on some of the most important Soundclashes of the year.
In his home country, Portugal, Richie Campbell is one of the most recognized reggae-dancehall artists and stated by many, as the biggest talent that has ever emerged in the Portuguese Reggae scene.
At the moment Richie Campbell is working on his debut album with legendary guitarrist Ron Butler (ex. Israel Vibration, Steel Pulse, Morgan Heritage, Slightly Stoopid etc.) which is to be released in 2010 and is set to be a breath of fresh air to the Reggae Industry with influences ranging from Dancehall to Gospel and Soul.
The single “Everytime I Cry” released in 2009 brought him a lot of radio air play in the summer, and still continues to be played throughout 2010.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Carlos Bica & Matéria Prima - D.C.
Figura central do jazz nacional desde há um quarto de século, Carlos Bica não pára de procurar trilhar novos caminhos para a sua música, seja renovando velhas parcerias ou encetando colaborações com músicos de outras gerações. Certa vez, em entrevista, disse-me que «todo o músico criador tem interesse em estar em permanente movimento, tem necessidade de ser constantemente surpreendido.» Carlos Bica + Matéria-Prima(certamente uma alusão ao facto de estas peças serem tomadas como materiais para elaborações ulteriores) é mais um capítulo a acrescentar a esse percurso, revisitando peças antigas e abordando alguma da obra alheia que povoa o seu imaginário, reforçando a aura imagética que sempre transpareceu da sua música.
Ao longo da carreira multidimensional do contrabaixista, compositor e arranjador sempre têm coexistido, de modo coerente e frutuoso, elementos provenientes de distintas latitudes musicais – que vão do jazz à música erudita contemporânea, passando pela música tradicional portuguesa e pelo fado – sendo difícil, muitas vezes, destrinçar o papel desempenhado por cada um deles na construção de um universo musical onde reconhecemos características muito próprias. É precisamente nessa confluência de estilos e influências – habilmente absorvidos e processados – que radica a principal mais-valia da sua obra, livre de constrangimentos.
O disco ora em mãos é composto por temas gravados ao vivo em três apresentações da formação na Culturgest, Casa da Música e Museu do Oriente, em Junho e Julho de 2008. A função inicia-se com “D.C.”, longo e arrastado blues, marcado pelas várias camadas que Mário Delgado vai tecendo, a que se vem juntar o contrabaixo, tocado com arco, com aquela leveza tão particular.
Em “Bela Senão Sem” a guitarra de certa forma evoca a sonoridade de Frank Möbus, companheiro de Bica no Trio Azul. O trompete cristalino do alemão Matthias Schriefl (alternado entre diferentes registos, como que dialogando consigo próprio) e o acordeão dolente de João Paulo (autor da peça) contribuem para a placidez das atmosferas.
Melodicamente exuberante, “Believer”, peça que dá nome a um dos melhores discos de Bica, mantém aqui as suas características essenciais, ancoradas num ostinato desenhado pelo contrabaixo, com o piano delicado de João Paulo e os voos planantes de Schriefl a motivarem atenção. “For Malena”, peça do guitarrista Marc Ribot, convoca referências latino-americanas e com o seu trompete alucinado e aquele órgão desengonçado é um dos momentos mais curiosos de todo o disco.
O lado mais lírico da música de Bica emerge mais uma vez na beleza gélida de “Iceland”. A melodia luminosa de “Canção Número Dois” antecede “Roses for You”, peça habitual nas apresentações ao vivo do contrabaixista, que ganha aqui novos e interessantes contornos.
O disco encerra com uma longa exploração do emblema maior de Ry Cooder, o tema principal da banda sonora do filme “Paris, Texas” (1984), do cineasta alemão Wim Wenders, que Bica já havia abordado a solo e no abortado projecto Contra3aixos.
Depois deste belo disco, resta-nos aguardar pelo próximo passo de um músico que nos habituou a horizontes amplos e que continua a surpreender.
by António Branco
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Márcia - Cabra Cega
A Márcia toca desde os 13, compõe com a guitarra e a voz. As letras dela são poemas, muitos de amor, embora não todos. Quase nunca sai da harmonia. Mantém-se no fio da beleza, correndo o risco do sentimental, sem se assustar com ele, mas resistindo-lhe através do requinte poético e melódico. As letras nem sempre são fáceis de entender — ela cifra-as, troca as voltas da sintaxe, da semântica e da dicção. Aprendeu a tirar proveito da má dicção da língua corrente (o "comer" das palavras, por exemplo) ou dos seus próprios defeitos. Por vezes consegue tornar quase abstracta a língua materna.
Quando entra no transe da canção, ela canta com a alma a fazer vibrar as cordas; e todo o corpo é uma caixa de ressonância, propaga-se aquilo pelo espaço... e nós vibramos com ela - por ressonância, somos tocados. Em palco, é um pouco tímida, simples e quase frágil. E essa fragilidade deixa-a brilhar, pois tudo aquilo é seu, límpido e honesto.
Estudou Pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, mas foi sempre maturando a música. Durante anos manteve a actividade dupla, e só recentemente o caminho de cantora se desenhou à sua frente com toda a nitidez, e aí decidiu dedicar-se-lhe totalmente. Estava só à espera do momento certo, da editora certa, das condições certas, do aperfeiçoamento das canções. O fruto maduro desprende-se agora com suavidade e doçura. E nós colhemos, gratos.
No meio da arte, muitos ficam surpresos ao ouvir-lhe a música ("então mas tu afinal agora fazes música?"). No meio da música surpreendem-se também ("mas tu afinal estudaste pintura, e não música?!"). Mal sabiam uns e outros que era necessário percorrer aquele caminho para chegar aqui. Os que acompanharam a gestação da cantora impacientavam-se por vezes e tentavam incentivá−la para gravar, ir falar com editoras, "vender o seu peixe", porque - diziam- ela era muito boa. Mas o momento não era ainda o certo. Era preciso sair do país, ter saudades, eram precisos ainda alguns amores e desamores, era preciso ganhar a mestria da guitarra, a confiança de estar sozinha em palco, a coragem da simplicidade... trabalhar com fé e paciência. A história deste disco, que se prepara há anos, é uma lição de paciência, da arte de saber esperar o momento.
by Raquel Feliciano
Lula Pena - Troubadour
Lula Pena é portuguesa, mas sentiu necessidade, aos 22 anos, de se mudar para Barcelona, onde alimentou o interesse que tinha, desde o começo da adolescência, por tocar e cantar. Actuando ao vivo em vários bares e clubes de jazz da capital catalã, a artista amadurece e encontra a sua vocação, algures entre a tradição do Fado, a música popular e o estatuto de intérprete-compositora.
Continuando a sua diáspora, Lula Pena seria alvo de grande atenção na Bélgica, país ao qual levou as suas rábulas de saudade, acompanhadas por uma guitarra dedilhada pela própria cantora. O álbum de estreia, ao qual chamou "Phados", foi lançado em 1998, e chegou primeiro aos escaparates das lojas belgas do que ao país que a viu nascer. Em Portugal, o reconhecimento agraciou Lula Pena um pouco mais tarde, sendo a intérprete elogiada pela originalidade dos seus arranjos e pela profundidade de uma voz que a distingue da nova geração de fadistas.
Em "Phados", há leituras para músicas de Chico Buarque e Caetano Veloso, bem como fados popularizados pela lenda Amália, letras inspiradas na poesia de Florbela Espanca e doses consideráveis de melancolia, que vão beber às mornas cabo-verdianas. Adepta da herança musical portuguesa, árabe e africana, Lula Pena apresenta-se com frequência ao vivo ao lado de Osama Abdulrasol, um músico iraquiano que toca alaúde, khanou (instrumento com mais de 70 cordas) e bendir (instrumento de percussão).
Não se considerando uma verdadeira fadista, a portuguesa diz mesmo que, no início da sua carreira, tentou afastar-se da canção do nosso país: "Primeiro, fugi do Fado, do seu melodrama, e até costumava parodiar (o género). Mas depois fiquei esmagada pelas melodias, capturada pela sua profundidade, e apercebi-me que o Fado é maior, e mais forte (...). Na realidade, estava a fugir de mim mesma", acaba por reconhecer a auto-didacta, acrescentando: "O meu tipo de Fado, quero-o ligado ao meu ritmo cardíaco, ao meu sopro respiratório (...). A saudade é aquele sentimento indizível, aquela dor que faz bem", garante Lula Pena, depois da conversão aos xailes negros.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Civic - Breakfall (Take It Back)
Em 2004 os Civic ganharam o concurso Rock in Rio e abriram o palco principal no dia dedicado ao Hard-Rock, tendo gravado o seu primeiro disco “Ghosts and Shadows” (editado pela Som Livre) no ano seguinte.
Depois passaram por alguns dos principais palcos nacionais, onde com a sua música mostraram a garra e a energia que os caracteriza.
Em 2007 entraram em estúdio para iniciar as gravações do seu segundo disco, que será lançado no segundo semestre de 2009.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Painted Black - Inevitability
Painted Black formed in mid 2001, in Tortosendo (Covilhã, Portugal), from the determination of Daniel (Vocals) and Luís (Guitar), with the same purpose of driving out the inmost feelings through music. The musical genre can be described as a balanced mix of melodic, heartfelt music with some branches of metal. In late 2005, their first self-financed demo/EP, "The Neverlight", is released, with the gathering of new members to the elder crew: Miguel (Guitar) and Rui (Drums). The debut demo/EP gave the band the first recognition in the portuguese underground scene, and also very positive reviews from metal webzines and publications, including abroad in "Metal Legacy" greek webzine and on "Doom-Metal.com". In the summer of 2006, Bruno Aleixo (Piano & Synths) joined the band. That same year they recorded their second self financed demo/EP, "Verbo", mastered by Luís Barros (Tarantula) at Rec'n'Roll studios. Mark Kelson from the Australian dark melodic metal band, "The Eternal", appears as special guest in the track "NightShift". In January 2007, "Verbo" was released, acclaimed with rave reviews from metal and dark culture magazines, to national and international known webzines, like Chronicles of Chaos (UK), OverHook Music (FIN), "PowerMetal.com" (GER) and once again in the main web-source about the Doom Metal scene, "Doom-Metal.com". The band also achieved more radio air-play in national rock shows, and as a result of this continuous recognition, the band manages to perform as support band for Portuguese Doom legends, "Desire" and the Australian band "The Eternal". In August of 2007, the band moves to the city area of Lisbon, driven by professional and personal reasons. By that time António Durães (Bass Guitar), a well known musician in the underground metal scene in Portugal, joined the band. Painted Black were three times considered BEST UNSIGNED PORTUGUESE BAND by the readers poll of Portuguese Metal magazine LOUD! (2007,2008 and 2009). In the summer of 2009 the band entered UltraSound Studios in Braga, Portugal, to record their debut album "Cold Comfort" with producers Daniel Cardoso (Heavenwood, Head Control System) & Pedro Mendes. The album is due to be released April 2010 in Portugal by the Portuguese Indie Label Ethereal Sound Works.
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