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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Monstro Mau - Lixo


Lixo é o nome de um dos temas do segundo registo de estúdio do Monstro Mau e que vem dar nome ao próprio disco. A ideia subjacente a este título é precisamente de que, no Lixo, não há lugar para diferenciação: «Tudo é Lixo!». Assim, o Lixo surge como personificação da “Utopia de Thomas Hobbes”. «Não há lixo pobre, rico, novo, velho sujo, limpo Tudo é lixo!!! O Lixo é a liberdade!!!» Para além de afirmação socio-ideológica, o “Lixo” surge como hino à imperfeição, ao defeito como feitio e, sobretudo, como apelo à reutilização de pessoas, de valores, de objectos. É uma contestação à sociedade de consumidor (leia-se consumo e dor) que rejeita e encaminha para o “Lixo” todos os defeituosos (objectos ou seres-vivos), ainda que muita utilidade reste neles. Neste segundo registo o Monstro Mau conta com as preciosas participações de Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Miguel Pedro (Mão Morta e companheiro de Budda em Mundo Cão) e Ronaldo Fonseca (peixe:avião).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paco Hunter - Boca Raton


Deste grito existencial reproduzido nas margens do Finnegans Wake, surge uma cosmogonia amnésica e promíscua, que se manifesta na imundice minimal dos grooves country e acepipes variados.
Algo ou alguém deixou para trás Pensacola, e numa vida idílica em Tishamingo sonha com a sombra de Boca Raton.
Paco Hunter foi criado pelos irmãos Pimenta: PZ Pimenta (PZ, Pplectro, The Zany Dislexic Band) e Zé Nando Pimenta (Type, The Zany Dislexic Band).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Experimentar Na M'Incomoda - Fiando o Linho


“O Experimentar Na M’Incomoda”, disco de 2010 e projecto em palco, reinventa a música tradicional açoriana numa perspectiva urbana, contemporânea e cosmopolita, usando sem acanhamento samplers, sequenciadores e sintetizadores digitais como modo de produção. O ponto de partida foi o disco “O Cantar Na M’Incomoda” (1998), onde o músico terceirense Carlos Medeiros reinterpretou alguns dos temas mais obscuros do espólio tradicional do arquipélago, e alargou-se a outras canções ou tradições orais. Finalista da primeira edição do Prémio Megafone / João Aguardela, O Experimentar Na M’Incomoda submete o folclore açoriano a encontros inesperados – do krautrock ao dub, de Tom Zé a Animal Collective – e faz conviver sintetizadores espaciais, guitarras melancólicas, noise industrial e batidas sincopadas com velhas canções de baleeiros e foliões do Espírito Santo. Vêm a Sines o mentor do projecto, Pedro Lucas, no laptop e guitarra eléctrica, Miguel Machete, na voz, glockenspiel e percussões, Pedro Gaspar, no baixo eléctrico, viola caipira e FX, e Jácome Armas, no didgeridoo e laptop.

in http://fmm.com.pt
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